A ideologia do crime

Pronto, está institucionalizada a ideologia do crime no Brasil. As conquistas sociais dos últimos anos trouxeram na garupa uma desconstrução doutrinária moral, que hoje mostra seu mais doloroso aspecto na sociedade. A Torre de Babel se tornou realidade.

Venho escrevendo sobre a Ideologia da Culpa há pelo menos 10 anos. Como ela afetou as relações sociais? Simples, até. Deixamos que intelectuais caprinos e imaturos destruíssem a moral que nossos pais e avós nos ensinaram à custa de suor e lágrimas. Permitimos que “novos pensadores”, abarrotados de soberba e desejo de serem aplaudidos para venderem livros e palestras, domassem nossas mentes absolutamente fracas.

Foi como se tivéssemos perdido décadas de pensamento crítico, milênios de filosofia e costumes já testados para nos atrelarmos numa carroça maluca de insanos sequiosos por mídia, fanatizados pelo desejo extremo de culpar o ser humano por toda porcaria que o ser humano faz.

Isso forjou uma escola tola, que colocou confusão onde não poderia ter confusão. Isso gerou um caos, uma guerra entre o Bem e o Mal. De repente, o Bem não é mais bem e o Mal não é mais mal. Incrível, não é?

De repente, a política nacional conheceu a corrupção de Direita e a corrupção de Esquerda. E isso mascarou a própria corrupção. E era isso que se queria, afinal. Trazer armadilhas tão perfeitas, que Deus e o Diabo se confundissem numa coisa só.

As três esferas da sociedade, naturalmente, caminharam para este buraco. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário passaram a ser ferramentas malignas. Meninos e meninas brincando de ser juízes, gestores e congressistas transtornaram o pensamento e a atitude das pessoas. E as pessoas, obviamente, se tornaram marionetes úteis.

Agora, o crime antes preso entre muros, resolveu assumir sua forma livre. E por que não? Conquistamos um prêmio por nossa ruindade mental. E merecemos sucumbir, porque não fizemos o que cidadãos deveriam fazer. Fizemos o que indivíduos fazem. Que lástima, que vergonha!

O “Cara” se deixa pregar numa cruz há mais de dois mil anos e antes de morrer solta a frase “Perdoa, Pai, porque eles não sabem o que fazem” e nós, para provarmos, continuamos não sabendo o que fazemos. De nada adiantou o conhecimento. Ao contrário, fomos engolidos por ele. E o Mal tomou conta dos corações. Naturalmente!

O crime se institucionalizou, naturalmente. A tal da Ideologia da Culpa fez o seu estrago. Naturalmente! Somos um país migrando para o inferno, tentando fugir do medo que nos ensinara a ter. Medo de julgar, medo de condenar bandido, medo de dar uma palmada construtora no bumbum peralta, medo de conversar com os filhos, medo de conversar com os amigos, medo de errar, medo de acertar, medo de educar, medo de confrontar… Porque fomos todos colocados no mesmo cesto. E aceitamos isso sem lutar. Por pura covardia e preguiça.

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