As diferenças entre os esquerdistas e os direitistas

São muitas, mas uma me chama a atenção. Enquanto que o pessoal da Esquerda, com tudo o que foi mostrado, com tudo que foi delatado, com tudo que foi denunciado por comparsas de trincheiras, ex-companheiros de luta ainda defendem Lula e seus pontos de vistas, Lula e sua fortuna inexplicável, Lula e sua rede de domínio e enriquecimento, Lula e o aluguel de um partido político para granjear tão somente poder.

Já o pessoal da Direita, ao saber que Temer, Aécio, Cunha, Maluf por exemplo e todos os políticos de direita envolvidos em trapaças foram imediatamente expurgados moralmente e condenados eticamente. E foi uma reação de contestação e repúdio até fácil. Rapidinho foi pedida a cabeça dos agentes maléficos, independente do grau de importância na gestão nacional.

O mesmo não aconteceu com Lula, Dilma, José Dirceu, Cerveró, Genuino, Delúbio, João Cunha, Valério e mais uma caminhonada de gente ligada umbilicalmente ao partido e que, comprovadamente, praticou crimes sérios contra a nação. Lembro que teve gente que arrecadou dinheiro para ajudar a defender José Dirceu, naquele lamentável jantar que arrecadou cerca de R$ 1 milhão.

Então, me parece que há claramente um vácuo aí entre a ética esquerdista e a direitista. O Bem e o Mal para ambos os lados já não são mais os mesmos. A compreensão do que seja honestidade, justiça, competência, vida saudável, vida perniciosa, o permissível, o não permissível, o bom, o ruim, o adorável, o detestável.

E isso mostra o quanto nossa sociedade está perdidinha. Completamente fora da casinha! Os limites já não são mais os mesmos. A dimensão de crime e prática saudável se confundiu e deixou indivíduos vivendo dentro de um furacão existencial que passou a afetar duramente o modo de ver a ética.

Até há poucos anos isso não acontecia. As pessoas, principalmente de cidades pequenas, caminhavam na sua grande maioria para o mesmo ideal de sociedade. De repente, forças quietas, mas inoxidáveis passaram a construir uma nova maneira de ver o Bem e o Mal. Isso transformou o Brasil, deixando um rastro de inquietação, fúria, encantamento, hipnose coletiva que afetou de cara a Educação. E foi aí que começou tudo. Na Educação.

Por que será que é tão difícil para alguns admitir que se errou, que se escolheu uma opção furada? Reconhecer é engrandecer-se por dentro, é quebrar paradigmas, é libertar-se e ressuscitar.

Precisamos chegar a uma decisão: que tipo de Bem e de Mal queremos que sobreviva? Qual a moral que deve prevalecer? Sem isso resolvido, nada vai acontecer no Brasil que nos sustente como nação evoluída. Estamos morrendo como país. Nossa sociedade enlouqueceu. E precisamos retomar as rédeas do nosso destino.

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