O sniper de Lúcifer faz exame

Chegamos a um momento crucial da redescoberta do Brasil. Hoje, dia 6 e encerrando no dia 8, a combalida Justiça Eleitoral, talvez o sniper de Lúcifer dentro do inferno que se tornou a Justiça no Brasil, vai votar a cassação da chapa Dilma/Temer.

Ou seja, uma prova de vida para o sistema eleitoral brasileiro.
Mais do que o julgamento de Dilma e Temer, há um julgamento acontecendo dentro da dimensão da ética, da honra, da moral e dos bons costumes. Nesta ação há três réus: Dilma, Temer e a Própria Justiça Eleitoral. Por quê?

Porque é impossível deixar de refletir que a podridão política pela qual o país passa jamais teria acontecido se a Justiça Eleitoral não tivesse sido cúmplice. Cúmplice por inação, por ignorância, por comodismo, por preguiça, por fanatismo ideológico, por incompetência, por confusão mental, por permissividade, por ruindade, por covardia, por ganância e uma infinidade de lesões morais mentais.

Cerca de mil policiais estarão envolvidos na segurança das cercanias do TSE, já que, como se sabe, algumas centenas senão milhares de pessoas estarão berrando e agitando bandeiras do lado de fora. E, se for gente digna de fazê-lo, que o faça. Gente digna entenda aqui, como trabalhadores geradores de riqueza, não de chacais e morcegos do mal.

Entendo a votação da legalidade da chapa Dilma/Temer, ou Temer/Temer, já que a presidenta foi despedida, um momento de espetacular importância para o futuro do Brasil. É mais importante, inclusive, do que a vital prisão dos bandidos do colarinho branco, porque sinaliza aos futuros interessados na liderança política nacional, quais as regras que permanecerão daqui para frente. Os famosos limites éticos, que deveriam ter sido aprendidos nos lares, forjarão o futuro da nossa democracia. Ou enterrarão de vez nossa República.

Me preocupa porque considero a Justiça brasileira atual, de modo geral, perniciosa e a Justiça Eleitoral é a mosca do cagalhão do bandido, a cereja do monturo, que nunca descobriu nada de criminoso nas contas forjadas dos candidatos. Aliás, a ação danosa da Justiça Eleitoral serve hoje de frase pronta na boca dos bandidos quando apertados por uma acusação: “Minhas contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

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