Amor: substantivo masculino indefinido e incompreendido

Os aficionados por conhecimento para ostentar depois nas redes sociais, os chamados “intelectuais profissionais”, a cada intervenção no dia a dia são prolixos em vomitar vertentes de pensamento, enxurradas de conceitos, de tal maneira que o mesmo conhecimento vertido os sufoca, os hipnotiza e, obviamente, os emburrece e os limita.

Amor tem a ver com Deus, pela simples razão de estar entre os homens, quando nem a ética era conhecida como conhecimento e muito menos como ciência. Conhecer a sociologia, filosofia e todas as outras “ias” que recheiam os conteúdos de ensino, não necessariamente significa que o sujeito tem amor dentro de si. Amor é um sentimento que nasceu unicamente e diretamente do Criador, por isso não há como explicar este sentimento em toda a sua complexidade. Ele é um dom absolutamente divino e por isso mesmo, nossas tentativas de decifrá-lo são e serão vãs.

Tenho pena dos homens e das mulheres que, pelo simples desejo de se tornarem celebridades, usam o conhecimento e as informações adquiridas para mascarar seus egos mal resolvidos e sua luxúria por atenção. Sinto-os tão distante do Criador, tão afastados do grande Maestro, que seus corações são facilmente domados pela escuridão. Neste momento consigo compreendê-los quando eles se orgulham de desacreditar na Inteligência Suprema: medo, puro e deslavado medo! Porque acreditar significa responsabilidade de assumir um certo limite auto imposto.

Ah, o amor! Essa vertente de água eterna, esta luz que alimenta o incompreensível, essa energia poderosa que reinventa o ser humano a partir de seu interior insuficientemente explorado, essa harmonia assustadora que entrelaça as vidas inteligentes ligando-as irremediavelmente entre si.

Não, definitivamente, o amor é a reação da plenitude contra o vazio, a consagração da esperança em detrimento à matéria bruta, a transcendência espiritual em contraponto à materialidade pura e simples.

Que me falte informação, que me falte conhecimento, mas que nunca me falte amor, porque no fim de tudo, é o que me fará ter sido diferente das pedras, da areia, da imensidão do firmamento, das estrelas, do sol, das sombras, dos mares, das fortunas espetaculares, dos livros, dos títulos acadêmicos, das conquistas, das invenções, dos fenômenos e da própria história.

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