Elevamos a desonestidade ao estado de arte

Enquanto o cotidiano deste país ia sendo construído através do suor de uma maioria de brasileiros bonzinhos, a realidade política verde-amarela ia destruindo a ética, cuspindo na moral, escarnecendo da dignidade, fedendo de sem-vergonhice.

As sacanagens e maracutaias que impregnaram a gestão pública brasileira numa voracidade jamais vista na história da humanidade em países democráticos foram tão incisivas que criaram uma Cultura de Fraude. Ao invés de criarmos algo bom como herança para o planeta, inventamos a Excelência em Trambique. Elevamos a desonestidade ao estado da arte.

Seguindo a trajetória infame da Câmara dos Deputados, que encheu de vergonha com seus deputados-bandidos, deputados-ladrões, deputados-quadrilheiros, deputados-corruptos e outros tantos, o Senado resolveu também cuspir na cara das famílias brasileiras com os seus senadores-bandidos, senadores-corruptos, senadores-insanos. Por quê? Porque fomos bonzinhos, passivos, moles, cúmplices, permissivos, abobados de mídia. Os governos derramaram fortunas nos meios de comunicação criminosos para plantar uma semente chamada propaganda maléfica.

O que acontece quando a sociedade permite que os crimes dos poderes constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário) sejam livremente aceitos?

Perdemos o norte, a nossa bússola ética ficou louquinha e com a agulha apontando para o caos. Suavemente, os “pequenos crimes” passaram a ser aceitos como “permitidos”, desde que fossem meios para atingir fins estratégicos. Obviamente, nossa consciência cidadã foi se decompondo, até adquirir uma cor marrom e virar monturo.

O Judiciário passou a se mover não mais pelas leis (que já são ruins), mas pelo desejo e interesse dos julgadores. Enquanto uma grande maioria vivia suas vidas interioranas e acreditando numa dignidade que já havia sido assassinada, a classe política foi representando o inferno, a desgraça, a decadência ética, enfim, representando a si mesma. E o país dançou!

Enquanto a descompostura, o cinismo e a canalhice, recheavam o coração de homens e mulheres públicos neste gigante manco e ignorante, grassava a roubalheira e então, a luz no fundo do túnel foi perdendo a força até virar um palito de fósforo agonizando na mão do mal.

E como ficou a sociedade? A violência imperou, as drogas se proliferaram, as estradas e seus buracos assassinos permaneceram dizimando famílias, os impostos indignos foram arrasando a classe média escrava, o Custo Brasil foi extorquindo o empreendedorismo e premiando o Brasil com um desonroso número de 14 milhões de desempregados.

Está na hora do “aço”: gritaço, panelaço, atordoaço, barulhaço, balaço. Não sei! Mas alguma coisa “aço” tem que ser feita. Senão, nos tornamos palhaços, abobadaços, bovinaços, ignorantaços, zebuzaços, robozaços, maquinaços, soldadaços treinados para experimentar a pontaria de metralhadoras inimigas.

A horda que comanda o país ri à toa. Será que só eu me sinto assim: meio burro, meio ridículo, meio mula de carroça, meio abobado, meio imbecil, meio escravo?

Não sei, mas quando eu vejo aqueles filmes de seres humanos aos farrapos, levando chicotadas nas costas durante a construção da pirâmide do Faraó, ou um daqueles escravos arrancados da família africana, apanhando dentro da senzala, sentindo o látego do feitor despedaçando as costas desnudas, me é impossível não me reconhecer num deles.

Você não? Sinceramente?E qual será o teu próximo passo?

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