Upa, upa, cavalinho! Sem medo!

Bom, sobre a UPA…! Se eu fosse o prefeito…! Já estaria funcionando. Sou, por conceito, e por já ter vivido um bom tempo, passando por diversos sistemas de gestão pública, favorável a um Estado pequeno. Porque sabemos o que isso custou às populações onde imperou. Quando o Estado foi o Deus nas sociedades ele provocou atraso, corrupção, violência para manter as milícias do regime, desenvolvimento das elites políticas que se tornaram empreendedores de negócios políticos, êxodo e uma série de eventos que sempre acabaram destruindo as sociedades. É só analisar a história e os fatos são gritantes. As tentativas de reviver o cadáver de Victor Frankenstein como era de se supor, afundou um continente inteiro.

Mas, se uma coisa que o Estado tem o dever de dar sustentabilidade é algo chamado Saúde (some aí Segurança, Educação e Emprego, todo o resto é resto). Porque isso é a diferença entre a vida e morte. Então, a UPA só não está funcionando porque não faz parte da estratégia de governo. Ela foi percebida pelos atuais gestores como um problema. Para mim é solução. Num país onde a saúde vai despencando aos poucos, como todo o resto, descartar um complexo desta maneira, dando todas as desculpas diárias, é como ficar injetando soro fisiológico na veia da população esperando que a demanda por saúde pública desapareça da noite para dia.

Sociedades só existem para dar futuro a pessoas, para cuidar de pessoas, para proteger pessoas, para se proteger nas pessoas, para construir uma evolução que defenda o modo de vida do único animal na Terra ao qual Deus deu inteligência. Certo, vendo algumas defesas de conceitos sociológicos, às vezes eu desacredito disso porque sempre tem um alguém desfibrilando o coitado do moribundo. Mas, vá lá!

Dar desculpas e empurrar a UPA pra baixo do tapete é ignorar a ciência, fechar os olhos ao óbvio. Pessoas estão vivendo mais, a longevidade humana aumentou e elas precisam de qualidade de vida para transformar suas esperanças em vida decente. Isso significa ter acesso a tratamento de saúde numa região que transcendeu em número. Não somos mais uma cidadezinha de colonos com 20 mil. Somos uma hiper região com centenas de milhares de vidas e apenas e tão somente um único hospital. Sim, um baita de um hospital, mas único.

Os detratores da UPA não perceberam isso! Todos dependemos de apenas um hospital! Incrível! Então, entulhar o hospital e rezar para que as pessoas não fiquem doentes, numa região que tem as quatro estações do ano clássicas passou a ser estratégia de governo. Chega a ser bizarro!

Investir em Saúde talvez seja a única coisa que sobre para dar razão de existir a um governo nos dias que virão. E não se faz isso tendo um prédio moderno semipronto julgado e sentenciado como estorvo.

Ora, senhores, façam-me o favor! Transcendam! Invistam no presente olhando para o futuro, porque o futuro vem tão rápido que já veio. Aqueles que rezam pros velhos morrerem mais cedo para não incomodarem o sistema estão rezando pro Deus errado.

Eu diria: upa, upa, cavalinho! Sem medo! Sem medo de ser feliz.

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