Ideologia versus ética

Está aí, talvez, a maior batalha que a aventura humana vem combatendo através da história. Maior até que a bíblica luta entre o Bem e o Mal. Porque no começo era só isso que havia: a peleia entre o Bem e o Mal. Mas como Deus precisava testar seu novo invento, permitiu que a inteligência ousasse e construísse novas e excitantes formas de poder. E o homem fê-lo com divina criatividade.

O problema no Brasil é que, infelizmente, as ideologias venceram as guerras e, obviamente, a moral foi reescrita, porque quem reescreve a história é sempre o vencedor. O vencedor ganha a guerra e ou destrói a cultura derrotada, ou ensina os perdedores a caminharem por outros caminhos.

Aqui no Brasil, prefere-se diminuir o Bem para fortalecer o Mal. Nos matamos uns aos outros na língua, na peçonha, na visão adulterada de ideologias espúrias, carcomidas pelo tempo, destruindo heróis éticos para endeusar profetas ideológicos.

Isso, por si só, já explica como, apesar das verdades se avolumarem nas ensandecidas lutas pela ganância e poder, no rastro de maracutaias diabólicas tem um volume expressivo de indivíduos que optou por fechar os olhos ao ataque do predador e buscar nos seus rascunhos ideológicos, entulhados de teias de aranha, bandeiras desconexas para continuarem seguindo-as até a morte.

No Brasil, matamos heróis verdadeiros forjados na ética que Deus criou e erguemos estátuas para ídolos de barro, carregados de maldade nos corações inoxidáveis forjados pelas ideologias. Ou seja, nosso totem maior passou a ser as ideologias, aquela série de estratégias políticas de poder às quais demos razões divinas de existência.

Como somos reflexos de processos culturais, um juiz federal chamado Sergio Moro, que apenas cumpre a lei, mas que a faz também com base numa moral decente e numa ética madura é esculachado conscientemente por uma idolatria cega de indivíduos perigosos ao futuro de uma nação, porque eles estão apenas esperando outro facínora charmoso para seguir. E novos Lulas irão continuar a existir. E haverá formigas ávidas para construir novos formigueiros para uma Rainha Barbuda qualquer.

Esquecemos que, antes de sermos indivíduos ideológicos, somos seres éticos. Por que esquecemos? Porque somos seres gananciosos por essência. E tolos, como somos tolos!

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