Poesia de chorar

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É coincidência que, quanto mais se vive, mais se chora por nada?
É como se a pele da gente se tornasse mais fina e sensível
É incrível como a vivência nos torna mais “fracos” às lágrimas
É como se a nossa soberba juventude se apequenasse
É como se um novo mundo se abrisse a cada gota derramada
É como se uma humanidade engolisse a gente
É como se a vida obrigasse a, enfim, nos rendermos à sua magnitude
É como se lavar os olhos de uma alma dura nos fragilizasse enfim
É como se descobríssemos dentro de um corpo-pedra, uma veia pulsando, pulsando, sem medo de se expor
É como se o conceito amor nos chutasse a fronte fria
É como se apenas o desejo cru de chorar por chorar nos libertasse
É como engolir esperança e gritar pela liberdade de desaguar sem pudor
É notável ver como a experiência nos liberta para soltar lágrimas
Livres! Lágrimas finalmente, livres.

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