O embriagador erro humano

Por sua constância e quase eternização cabe uma reflexão sobre algo que, no ser humano, e apenas no ser humano, ganha o nível de arrebatador. Estou falando do “Erro”. Entre seus vários sinônimos, preferi me ater ao termo “falha”. Isto é, ação improdutiva em algum processo qualquer.

Mas, sendo o homem criatura do Perfeito, do Criador, por que fomos recheados com a possibilidade da falha? Por isso mesmo, por Deus ser perfeito. Ao nos possibilitar o erro, Deus nos deu um presente ao qual não será possível nunca estabelecer um valor. Ao nos tornar erráticos, o Criador, sabiamente, nos deu de graça a possibilidade retomarmos caminhos, reencontrarmos saídas.

Mas, se o erro existe para que ressuscitemos em seguida a ele, por que é que o homem repete erros, toma decisões abiloladas, malucas? Por que é que votamos em humanos porcarias, em líderes perniciosos? Por que magoamos as pessoas de maneira reiterada? Porque repetimos bobagens, às vezes logo em seguida à falha? Por que não aprendemos de maneira a nos transformarmos?

Porque simplesmente somos soberbos! Porque agimos como se tivéssemos uma orelha e duas bocas, mãos não com cinco dedos em cada uma, mas com cem dedos nas duas. Porque nos consideramos espetaculares, magníficos, inteligentes, donos das verdades. Porque nos sentimos invencíveis, eternos, imunes, imperadores, reis, deuses… Quando, em verdade, somos apenas poeira cósmica pulsando, por enquanto.

Nós somos tão pequenos diante da grandiosidade da vida e da história, mas pensamos que somos a cereja do bolo, o centro do universo. Leio por aí tanta gente dizendo e fazendo uma bobagem atrás da outra, cegos de tanta ousadia e egoísmo, que  sinto pena da pobreza de alma, do vazio de nós mesmos. E, obviamente, me coloco no meio.

No fim, somos apenas criaturas que se escondem atrás de máscaras, na maioria da vezes, para não transparecer nossa inoxidável fraqueza. E perdemos a soberania de aprender mais para evoluir. Ao esquecermos de evoluir, perdemos as oportunidades que o Criador nos doou para chegarmos ao Maestro. Repetir erros atrás de erros é bem humano! Que sina essa nossa!

Mas tem uma classe de humanos que realmente surpreende qualquer análise. São os que realmente não aprendem nada nunca! Fuja deles porque isso é virótico! Tempo é, talvez, o maior bem que podemos desfrutar, usá-lo de maneira mais inteligente é saber quando largar de mão esses humanos. Deixe-os se enforcarem sozinhos! Porque errar é embriagador.

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