O ovo que atingiu Doria saiu de um produtor

Pois saiu da mão de um produtor o ovo que atingiu João Doria – prefeito de São Paulo – quando caminhava na capital baiana. Só que não! Foi um produtor cultural. Juro que se tivesse sido um produtor rural, até daria para entender, já que é o produtor rural que cria riqueza que sustenta o fazer cultural. Agora, um ovo sair da pata, quero dizer, da mão de quem apenas consome riqueza, mostra bem a reversão de valores que toma conta da nossa sociedade. Quem tem direito a espernear apenas trabalha, mas são os parasitas que cospem fel.

O galo véio que jogou o ovo chama-se Eucimar Freitas, que conquistou bravamente seus procurados 15 segundos de fama. Ops! Só que não de novo! O animal passou, segundo ele, a ser perseguido nas redes sociais. Uá. uá, uá! Estou morrendo de rir!

E para coroar com êxito a cagada (lembre como o ovo veio ao mundo), o jogador de ovos se viu, literalmente, com as calças na mão, se borrando de medo. Foi corajoso para, pelas costas, atirar ovos numa pessoa (não me interessa saber se foi político, papa, juiz, jornalista, mãe de santo…) mas abriu queixa por se sentir ameaçado. O burro joga ovos em outro se valendo da covardia de estar escondido na multidão e agora se caga (rsrsrs) nas calças porque se sente vitrine.

A fama cobra preço alto. Há inclusive casos de famosos que se suicidaram por não poder suportar a pressão social. E o Eucimar Galo Véio conseguiu ser famoso também. Hitler foi famoso, Stálin foi famoso, Fidel foi famoso, Maduro está sendo famoso, Lula famosíssimo, Cabral super famoso, Ike Batista famosérrimo, Dilma também, Cunha, Aécio, Sarney, Temer, José Dirceu, Fernandinho Beira Mar, Gilmar Mendes um “notável famoso”, Lewandowski outro capa preta famoso, Marilene Chaui lamentavelmente famosa também… Ser famoso significa nada, se o motivo não for digno.

Jesus foi um astro, Gandhi famoso, Churchil famoso, Zumbi dos Palmares famoso, Tiradentes famoso, Einstein famoso, Beatles famosos, Bach famoso, Pixinguinha famoso, Albert Sabin famoso, Monteiro Lobato famoso, Pablo Neruda famoso, Drumond foi famoso, o Palhaço Carequinha foi famoso, Chaplin iluminadamente famoso…

Mas o abobado do Eucimar resolveu agir pelas tripas mentais e se tornou famoso. Só que não novamente! Famoso por nada, apenas por jogar um ovo. Vem cá, tem gente que realmente não faz a mínima falta entre os vivos.

Reflitamos então sobre o “sagrado” direito de jogar ovos, sabendo que quem tem a capacidade de jogar a semente anal eclodida dos galináceos, guarda dentro a fúria para jogar pedra, paus, pregos, bombas, ácido e viajar em caravanas para ser prostituta de tiranos.

Como diria Shakespeare bêbado: “Playing eggs in Doria or not, that´s the question”.

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