O voto do futuro é o voto do idoso

Cada vez mais, por incrível que possa parecer, não é o voto do adolescente ou do jovem que fará a diferença na escolha dos líderes políticos nos países democráticos. Então, pensar em descartar o aposentado e o idoso, antes mesmo que eles morram, como está acontecendo hoje no Brasil é um tiro no pé para os políticos.

Na Alemanha, por exemplo, cada vez mais os velhos estão se tornando decisivos nas eleições. Segundo índices oficiais divulgados pela imprensa neste início de semana, quase um terço do eleitorado tem idade igual ou superior a 60 anos. Lá, esta faixa etária cresceu mais de sete pontos percentuais desde 1980.

No Brasil, considerado um país relativamente jovem, o mesmo já está acontecendo e o fenômeno veio muito antes do que muitos esperavam. Segundo o IBGE, a presença de idosos a partir dos 60 anos saltou de 9,8% em 2005 para 14,3% em 2015. Arredondando números e atualizando, falo de cerca de 30 milhões de votos!

Aí os deputados daqui resolvem querer tirar R$ 10,00 de quem ganha um salário mínimo de aposentadoria no próximo reajuste no início de 2018, para fazer caixa de eleição. Incrível! Se não fosse horroroso, seria até cômico!

Achar que fazer leis para a gurizada, pensar que o voto dos internautas é que farão a diferença nas eleições é típico de quem realmente não conhece o seu país. Como a atenção está voltada para o enriquecimento rápido, os sacanas se tornam burros por não entenderem mesmo os fenômenos sociais.

É óbvio! Cada vez mais temos menos crianças nascendo, pois os pais têm outras preocupações como suas carreiras, incapacidade para educar e também as condições sócio-econômicas influindo nas decisões dos que pretendem fazer família. É claro que o povo miserento de ideias, este vai continuar a fazer filho. Mas até ele já está mudando.

Enfim! Que o idoso e o aposentado entendam isso! A força não está mais com o jovem, mas com o voto de quem está na fase mais madura. Por isso, nada de pedir para o neto em quem votar, nada de decidir não votar, nada de se esconder atrás de um baralho ou de um copo de pinga. A hora é de fazer valer a força dos excluídos. É hora de rebobinar o cérebro e partir em direção à urna eletrônica com um sorriso no rosto e uma estratégia certeira.

Porém isso só acontece se o idoso e o aposentado se juntarem às bravas e heroicas Associações que cuidam dos seus interesses. E isso não significa Sindicato nem Centrais Sindicais, muito menos das ONGs, pois essas já estão envolvidas até o pescoço na podridão que tomou conta do país. Por ação ou inação.

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