Suicídios absolutamente lógicos

Outro caos se aproxima como um furacão titânico. Nosso cotidiano, engolido que foi por este monstro que criamos chamado “solidão”,  vê-se afogado numa tragédia de fuga da vida que está atingindo proporções bíblicas. O suicídio se transformou em remédio, tratamento!

Nunca pessoas desejaram tanto dar um fim na própria vida como agora. E considero esta insanidade perfeitamente lógica. Explico. Tudo o que fazemos o fazemos para nosso mundo particular, para a intimidade do nosso umbigo.

Andando na contramão da própria vida, nos tornamos tão egoístas, mas tão gananciosos que não sobrou espaço no nosso coração para treinarmos o amor. Somos especialistas em teclar personagens nas redes sociais e enterramos nosso verdadeiro Eu nas profundezas do desconhecido e do longínquo.

O desespero então passou a tomar conta dos indivíduos que não conseguem suportar carregar a vida como um fardo solitário em meio à multidão que se cruza sem ao menos se olhar nos olhos. Nossa diferença com as formigas? As formigas, pelo menos, se tocam e deixam um feromônio a ser sentido pelas demais.

Hora de nos aproximarmos uns dos outros com urgência! Hora de reaprendermos a nos preocupar com as pessoas ao nosso redor. De verdade! Hora de deixarmos de querer aparentar sermos inteligentes e admirados e reiniciar uma autoconstrução onde o amor não seja mais um lugar inexistente como Xangrilá.

O desespero é real e está tomando conta dos entes com os quais compartilhamos essa aventura chamada existência. Pessoas precisam da gente. Pessoas não podem ser ignoradas como se fossem trastes que só incomodam. Hora de interpretarmos com mais inteligência um olhar que teima em procurar um vazio. Hora de nos importarmos com o real significado de lágrimas que não cessam, a verdade por trás das tristezas que teimam em dominar alguns companheiros nossos de jornada.

Hora de cuidarmos mais da vida dos outros. Treinarmos nosso sentimentos, nossa sensibilidade para ajudar os desesperados, mesmo que eles não saibam mais pedir ajuda. O suicídio é uma prova “viva” do quanto decadentes somos, do quanto somos mentirosos, do quão superficiais e metálicos nos tornamos.

 

 

 

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