Óbvios resultados anômalos

Muitos se gabam que Lula possibilitou a expansão das universidades federais de 2003 a 2010.  Há estatística dizendo que em cinco das 14 novas universidades há mais ricos que pobres, em oito a porcentagem de alunos brancos é maior que a média nacional, enquanto que a de alunos que se declaram negros é menor que a média em nove delas.

Mas, enquanto a importância do viés social ideológico permeava as decisões políticas na famosa expansão midiática das universidades pelo país, uma coisa ficou absolutamente em terceiro plano: a qualidade do conteúdo e sua aplicabilidade no mercado de trabalho. E o inevitável aconteceu!

Aumentou-se o números de acessos ao ensino superior e o ensino superior se tornou inferior. Como tudo que privilegia os Meios e esquece dos Fins se torna uma mentira, as faculdades e universidades começaram a entregar gente com canudo na mão, mas com evidentes fraquezas de conhecimento. Enquanto foi mais importante ter quantidades de pobres, negros, gente sofrida, trabalhadores rurais com canudo na mão, ao invés de seres humanos conectados com as necessidades reais do país, o mercado de trabalho, que tem vida própria, passou a focar nas suas reais necessidades. Porque o que sempre esteve no olhar dos líderes oportunistas foram as necessidades estratégicas. Não houve amor neste processo.

E então a Indústria, sentindo-se desprotegida por uma política pública estúpida, buscou a salvação nos trabalhadores com nível técnico, que hoje são muito mais valorizados que os que entregam um canudo acadêmico como ostentação pessoal. Como sempre, a mentira nunca dura uma eternidade porque o falso tem vida frágil. Bijuterias não duram!

Pesquisa recente do Sistema Nacional de Aprendizagem (Senai) mostra que a indústria absorveu mais trabalhadores de nível técnico que de nível superior no primeiro semestre deste ano. Tem dois Brasis no próprio Brasil. Um que produz riqueza e tem necessidades específicas e outro que vê o país de maneira absolutamente vesga. São Brasis que não se conhecem.

O modelo Lula de Educação faliu porque era apenas instrumento para a construção de projetos pessoais de poder e não algo duradouro, pensado e repleto de necessários sentimentos generosos.

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