Ganância e oportunismo não possuem Língua

Milhares protestam contra reformas trabalhistas na França. Mas, tanto lá como aqui, os milhões que pagam a conta sequer ousam pensar sobre isso. A ganância, o egoísmo e o oportunismo não têm língua, nem diferença geográfica. O ser humano é igualzinho. Quem berra e se agrupa em falanges são as minorias que insistem em sugar as maiorias.

Para este grupos não importa se um país está morrendo, se o seu modo de viver está sucumbindo, importa sim é manter privilégios. De maneira alguma provocamos nossa consciência a refletir sobre a decência daquilo que nos farta.

É só acompanhar os desenlaces na proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho na Petrobrás, a nossa favorita ferramenta estatal do crime nãos mãos das quadrilhas que se fartam do dinheiro público. Causou uma “revolta” nos representantes sindicais da categoria o oferecimento de 1,74%, redução de jornada e corte em horas extras e outros benefícios. Os petroleiros consideraram uma “afronta” e já estão preparando suas costumeiras estratégias de guerra.

Somos uma sociedade comandada por sindicatos, organizações estratégicas, centrais e ideologias perniciosas à gestão decente de um país. Nossas estatais, e principalmente, esta terneirona insaciável chamada Petrobrás, não estão nem aí para a situação do país. Porque o que menos importa é realmente a sustentabilidade da nação brasileira. Se vamos morrer, que seja gordos e mamando até acabar a seiva da vida.

Importa sim é com a sobrevivência do indivíduo. E como faz falta um pós-guerra na sociedade brasileira. Como faz falta uma miséria verdadeira, daquelas que dizimam sociedades, arrasam com comportamentos históricos eternos.

Somos a África das pradarias, onde os bichos disputam um novo dia vivos, agindo da maneira mais instintiva possível em prol da sua sobrevivência. Somos capazes de juntar cúmplices com a rapidez da luz, cada vez que a natureza social nos tira uma grama de oxigênio. Mas reunir times para ajudar a preservar a vida do organismo que nos sustenta, nem sequer nos comove.

Aprendemos a nos mover por um único viés: a preservação a qualquer custo dos chamados “direitos históricos”. O pensamento é imediato para o estômago. Vivemos por ele, o estômago, e negamos a existência de um coração brasileiro, de uma nação que precisa sim sobreviver a nós, que precisa estar aqui, muito depois que nossa carcaça apodreça numa cova.

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