Um epidemia separatista

Reparou? Cresce quase sem controle uma epidemia de separação. Ao invés do ser humano construir pontes há uma doença quase que coletiva que empurra as pessoas para uma  Babel em revolução. Os átomos se desagregam com uma facilidade incrível!

Crescem os movimentos de grupos sociais e aumenta perigosamente o número de pessoas que apostam no isolacionismo como forma de consertar incompetências individuais de conviver em grupos grandes. Como se uma ilha impenetrável, como se um castelo com um fosso enorme cheio de piranhas esfomeadas, como se um Shangrilá do egoísmo fosse a solução final para a ruindade de mentes conturbadas. E os apologistas realmente acreditam que viver em mundos gananciosos é um objetivo inteligente.

Ora, quem não consegue viver em harmonia entre  1000 pessoas, certamente não o conseguirá em 10, pois não importa o número, importa sim a capacidade individual de ser condescendente, flexível, tolerante, transigente, humilde, fraterno.

É lamentável ver cidadãos se tornando feras famintas porque não conseguem tolerar as diversidades e possibilidades de se viver em sociedades construtoras. É lamentável ver que as pessoas preferem olhar sempre para fora de si e nunca para si ao refletir sobre os fenômenos sociais e o papel de cada um nessa caldeira efervescente que é a vida.

Os curdos no Iraque, os catalães na Espanha, os sulistas nos EUA, alguns sulistas no Brasil. Qual é o problema com sulistas? Vão gostar assim de uma separação no inferno! O negócio é divorciar. É isso?

E os nossos sulistas, hein? Será que esse pessoal parou para pensar que o Brasil precisa de gente melhor e não de regiões melhores? Será que esses indivíduos não perceberam que estão sendo bonecos nas mãos de alguns lunáticos? Será que não se aprendeu nada  com a política branca de  Hitler? O ideal passou a ser uma nova raça ariana movida à chimarrão? Novamente? Será que os políticos pestilentos que geraram este frenesi de autoproteção sumirão na eternidade como num passe de mágica?

Em Concórdia, incrivelmente, 838 votos apostaram na separação do Sul. Neste viés, a capital seria Porto Alegre, Curitiba, Floripa, Bagé? Campos Novo? Foz do Iguaçu? Maringá? Joinville? Linha Putana? E assim que o Sul surgisse no horizonte do continente como um país, os políticos atuais seriam exilados para São Paulo, Rio de Janeiro? E quem financiaria as estatais que sobrariam? De onde viria a grana para sustentar aposentadorias sultanescas do Judiciário, das Assembleias Legislativas, das Autarquias especializadas em Direitos Adquiridos?

De onde viria o dinheiro para pagar 80% do novo país, já que o Rio Grande do Sul foi à bancarrota? O Sul seria uma nação quebrada de cara! Nasceríamos sem um tostão na capanga, a algibeira viria vazia assim como a mente de uma meia dúzia!

Temos no Sul mais sindicatos do que empresas! Tem mais gente para mamar do que vaca para produzir leite. Que novo país seria este? E por último, quem pagaria o muro que construiríamos no norte do Paraná? E o que faríamos com os políticos do Sul que quebraram 70% do novo país?

 

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