A arte de apenas ser bom

Você já se perguntou se é simplesmente, bom? Sabe, bom, só isso! Não estou falando em ser espetacular, famoso, talentoso, líder, arrebatador, moderno, inovador, criativo, antenado, rico, pobre, intelectual, leitor estupendo de livros, fabuloso, impressionante, cativante, esquerda, direita, aberto, religioso, rezador, chorador, sentimental, romântico… Me refiro apenas a ser uma pessoa boa.

Você acha que não tem diferença? Ah, mas tem, e é planetária a diferença. Ser bom tem quase nada a ver com as qualidades acima citadas. É muito, muito mais profundo, muito mais desmedido, intenso, vasto, infinito e… absolutamente simples.

Ser bom é querer verdadeiramente a felicidade do outro. Porque não existe “ser bom” e ser rancoroso, vingativo, mastigador de ódios. Isso é ser máscara, é usar fantasias de benevolências ardilosas, é incubar sentimentos verdadeiros de mentir para si e desejar profundamente que as pessoas se danem na primeira oportunidade que uma mágoa florescer dentro. E acredite, pessoas autenticamente más, adubam a amargura com um poderoso fertilizante que abunda num interior falso.

Por isso me atrevo a dizer que ser bom é um estágio muito pouco alcançado pelo ser humano. Pouquíssimos atingem este estado de harmonia instintiva com a soberania de amar as pessoas. Ser bom é quando o teu instinto te leva naturalmente e, primeiramente, a perdoar pra início de conversa. Todas as ações de uma pessoa boa partem, necessariamente, de um perdão. Se você não sabe perdoar, esqueça, você pode vestir a armadura, os adornos que quiser que você não vai ser um ser humano bom. E veja bem, que isso não impede você de ser bem sucedido, mas impede de ser feliz.

Então a pergunta salta instintivamente e sem controle: Você, verdadeiramente, é uma pessoa boa? Ou é mais um farsante a ocupar espaço na existência? Sabendo de antemão que o bem não tem idade, nem ideologia, nem religião, nem time de futebol, nem partido político, nem tendência, nem modismo, nem viés tem.

Você consegue sentir o que o outro sente? Você se permite imaginar o que o outro está imaginando? Você pensa o mundo por si ou pelo outro? Sua verdade é absoluta? Se é, sinto lhe dizer, mas você está longe de ser uma pessoa boa.

Então, ou você é bom, ou não é! Viver não é uma arte. Ser bom, isso sim é arte em sua originalidade absoluta. E a transcendência para um estado de plenitude junto a Deus passa necessariamente por ser bom. Então? Você tomou o caminho certo, ou está indo para onde a maioria está?

 

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