E a Banda vai passar de novo, que ironia!

O Rio de Janeiro é a exata tradução de como o caos político pode afetar uma sociedade. No fim, de tanto se acostumar com o crime, a sociedade carioca mesmo se contaminou, distribuindo a metástase por um corpo cúmplice de si.

Uma polícia civil e militar misturada ao crime de tal maneira que já não é mais possível saber se a arma do policial é a justa ou se está a serviço do crime organizado. Batidas já saem  marcadas e inserções estratégicas são há muito alcaguetadas por policiais a serviço do tráfico. Mas o Paraguai segue imparável fornecendo armas e droga ao crime nacional sem que alguém tenha a coragem de fechar a fronteira guarani, até que o Bem volte a respirar.  Armas americanas e europeias e drogas dos nossos hermanos irresponsáveis abundam nossa sociedade de tal maneira que estamos destruindo nossa democracia.

A intervenção do exército é o que restou para salvar o que é digno de ser salvo na Cidade Maravilhosa. As vielas e guetos das pocilgas sociais chamadas favelas, cúmplices históricas da degradação ética, do descalabro comportamental e filosófico agora vão assistir a outra banda passar. A Banda que o genial Chico Buarque odeia, vejam só, agora vai desfilar nas caóticas vielas dos morros-guetos, útero sagrado de centenárias quadrilhas e milicias, alimentadas por escolas de samba que subsistem com dinheiro lavado de crimes hediondos.

Mas tudo acaba somente na quarta-feira de cinzas! Incrível que, mesmo tragada por um mar de lama constitucional, com crianças sendo mortas diariamente por balas insanas, o povão não deixou de ir comemorar a Folia, esquecendo momentaneamente que vive num inferno astral, como se tivesse tragado um baseado de maconha que durou 5 dias. Acabou o baseado da folia, volta uma vida onde o Bem já foi assassinado há muito por uma bala qualquer ou por uma faceirice mentirosamente doentia.

Uma cidade que vivia a mentira de existir por causa dos royalties da Petrobrás, que entupiam a cidade com o dinheiro dos brasileiros, agora volta a conviver consigo mesma, respirando a podridão de atitudes recheadas de dano. Estaciona-se o Caveirão e assume o blindado verde-oliva.

Cidade Maravilhosa cheia de encantos vil!

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