Poesia do “de soco, não”!

Ora, você não entra de soco numa relação duradoura

Você não come nada, de soco

Você não se atira em nada que não conheça, de soco

Você não compra nada, de soco

Você não investe em nada, de soco

Você não engole nada, de soco

Você não lambe nada, de soco

Você não bebe nada, de soco

Você não abraça nada, de soco

Você não beija nada, de soco

Você não se atira em nada, de soco

Você não acredita em nada, de soco

Você não sai amando nada, de soco

Você não cospe, de soco

Você não chora, de soco

Inclusive, você não sai dando soco, de soco

Já que “de soco” é uma ação desnorteada em si

Por isso, você não vive a vida, de soco, afinal

Então, atravessar de soco uma faixa de segurança não é coisa de gente muito estúpida, quase doente mental?

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