Professores-mariners condenaram as “ias”

Há uma grande e saudável discussão sobre a pretensa exclusão das “ias” do Ensino Médio. Entrariam aí Filosofia, Sociologia e congêneres. E qual a razão dessa temática estar rondando as mentes deste país? Por causa das “ias”, ou por algo bem mais trágico?

Me parece que por algo bem mais danoso. Infelizmente, com o advento da Esquerda Brasileira, e chamo Esquerda Brasileira porque ela é especificamente nossa, os espertos estratégicos do novo poder que estava chegando, perceberam que não importava mais estudar as escolas filosóficas que formaram o pensamento humano, mas sabotar tudo para focar no novo ideário político.

E nessa onda entraram, é lógico, os ditos “pensadores da Esquerda tupiniquim”. Pensaram os novos arquitetos: “Precisamos incutir um novo modo de pensar”, “Precisamos subverter tudo aquilo que nos trouxe até aqui e gravar a ferro e fogo na mente dos jovens principalmente, uma logomarca destruidora que nos vingue dos anos de militarismo no poder.

“Vamos começar logo com Paulo Freire, horizontalizando tudo, e com o auxílio da nova droga, a Pedagogia do Oprimido e sua consequente Ideologia da Culpa, mexemos as estruturas do pátrio poder dentro das casas e jogamos o professor na fossa dos vassalos”. O tal do viés ideológico maquiavélico, simplesmente utilizou o professor como rato de laboratório. E os ratos compreenderam muito bem como se sentir confortáveis dentro do novo labirinto.

“Olha só que lindo minha gente, com isso, nós ganhamos a mente dos jovens, sacaneamos a pestilenta disciplina dos anos militares e sacramentamos uma nova era de gozo eterno”. “Agora os facínoras da caserna vão ver com quantos paus se faz um cacete no nosso lombo”. “Os milico vão sentir a nossa fúria”. “Os companhero serão vingados custe o que custar”.

O dano provocado por essa mentalidade homicida, vingativa e sociopata, esfarelou a Educação brasileira e começamos a amargar vergonhosos números mundiais. A violência, obviamente, caiu como uma bomba dentro das paredes escolares, se derramou como napalm nos pátios e forjou um adulto que odeia ler livros, sente cólicas quando tem que pensar fora da caixinha e já chega no primeiro emprego exigindo salário de gerente.

Ora, não culpemos as “ias”, porque elas não mudaram. O pensamento dos filósofos de verdade continua moderno e necessário porque é obra de arte de raciocínio. Culpados somos nós que elegemos amebas sanguinárias fraudulentas para gerir nosso destino como nação.

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