Carta aos “Roxos”

Eles são uma praga, uma devastação sem precedente, um exército de mortos-vivos que assombra o cotidiano das sociedades e provoca todo o tipo de dano ao patrimônio físico, moral e político das sociedades onde atua. Falo do exército de “Roxos”, ou “Fanáticos”, ou “Jihadistas”, ou “Mariners”, ou “Infantaria Cega” que atua nos diversos grupos sociais. Eles não têm sexo, muito menos religião. Talvez a única coisa que discordem entre si seja nos clubes de futebol. De resto, são um belo resultado da preguiça mental.

Pois bem, “Roxos”, tenho um convite para fazer. Hora de se vacinar contra si. Hora de retomar o controle do próprio cérebro. Hora deixar de andar de quatro e voltar a caminhar ereto sobre as próprias pernas para agradecer o fato de ainda possuírem miolos dentro de um receptáculo decadente.

Hora de parar de lamber o vômito que seus deuses tortos escarram pelos cantos da vida. Hora de ressuscitar da trincheira-berço que você se enfiou para ficar defendendo um corpo de oficiais que já não está há muito tempo no mesmo campo de batalha. O corpo de oficiais descansa em paraísos fiscais, sítios, triplex, hotéis de luxo no Oriente Médio, fundações fantasmas, fazendas intermináveis, empresas de fachada, iates, apartamentos abarrotados de dinheiro em espécie, estatais esfareladas, cargos eternos.

Aí, “Roxos”, escória social da mais baixa estirpe, deixem de ser passivos, estimulem neurônios neste cérebro prostituído, neste corpo lascivo que se conformou em ser depósito de sêmen de espertalhões. Aí, “Roxos”, resistam à vontade louca de servir de escarradeira para líderes e ideias podres. Porque apodrecem sim líderes e ideias.

Parem com esta punição autoimposta, esta trajetória de permissivismo, esta caminhada vazia de ir para lugar algum, apenas sendo harém, odaliscas modernas, putas confusas.

Aí, “Roxos”, coloquem brasas nas nádegas multicoloridas luxuriantes. Vomitem seus intestinos mentais  forjados por professores estratégicos.  Coloquem para fora esta força estranha e danosa que habita corpos fáceis, doces e passivos.

Aí, “Roxos”, tomem a devida vergonha na cara e se revejam como obras de Deus e não idiotas úteis a causas que já nasceram mortas. Assistir a mortos-vivos e sê-los é diferente.

Voai “Roxos”, voai comandando as próprias asas! Resisti, “Roxos”, porque a própria cor de si não existe mais. Parai, “Roxos”, parai de se comparar ao Besouro Vira Bosta que vagueia pelo deserto empurrando um pequeno mas poderoso monturo até ser engolido pelo sol.

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