O esquerdofarpa…

Por ser formiga em si, vê o que precisa ser visto,

ouve o que aprendeu adorar,

interpreta com padrão pré-estabelecido,

reproduz com voracidade mecânica,

contrapõe com argumentos permitidos pela Rainha

supõe-se incapaz de reagir,

até confunde-se, mas reprisa no final o óbvio ‘Lululante’,

incapaz de distinguir o certo e o errado carrega feliz o veneno para casa,

mata todos os bilhões de neurônios, já que precisa apenas de um,

louva seu totem com todas as suas forças,

desdenha sua própria capacidade de resistir,

se contenta com o que já conhece pois lhe basta,

se vê no espelho como pensador, antes de ir carregar o alimento cotidiano,

enquanto canta feliz “Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou”.

E, quando morre a Rainha, morre junto com ela,

acompanhando-a na eternidade.

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