Educar é um cabo de guerra com o mundo

Educar é um cabo de guerra entre os pais, os filhos e a tribo à qual já pertencem os filhos, não importa a idade deles. Educar é uma guerra diária. Educar é, basicamente, treinar. E treinar, treinar, treinar…! E treinar significa, totalmente, repetir, repetir, repetir, até que o aprendiz repita sem ser treinado mais. E melhor, até que os filhos tenham tanta fé no aprendizado, que eles olhem com estranheza, como se fosse algo de outro mundo um conteúdo não treinado em casa.

Educar é não perder o foco da casa, toda vez que algo exterior à ela interferir no treinamento, de modo a confundir os filhos e pior, provocar racha na coalizão familiar. Parte da decadência social dos tempos modernos está na fraqueza de caráter dos pais. Em parte,  porque não se preparam para sê-los. Se preparar para casar não é o mesmo que se preparar para ter filhos. São dois mundos diferentes.

Educar é acompanhar o desenvolvimento escolar dos filhos, é ler os livros didáticos que a Escola impõe, é exigir dos governantes o ensinamento das ciências, não de intenções. É ter o professor como parceiro, não como um substituto pago. É gravar no íntimo dos rebentos, códigos morais em Deus. Fora da noção de Deus, nenhum status social sobrevive. É entrar no quarto dos filhos a hora que bem entender, sem dar explicações! É ser sentinela e estar no olhar dos filhos quando qualquer coisa os atormentar.

As primeiras pessoas que os filhos devem ver, sempre que um caos qualquer lhes surgir pela frente devem ser os olhos dos pais. Se isso não acontece, algo deu errado no treinamento. Hora de corrigir rapidamente. Educar é estar presente, fazer parte da vida dos filhos.

Educar é treinar a paciência e a bravura de repassar os valores da casa, como se fosse ensinar o ar a respirar. Para que o conhecimento que os filhos forem absorver no mundo exterior, (e vão aprender!), não violente a ética dos pais e da sua história.

Educar é considerar a disciplina como base universal para se construir um mundo sustentável e viável à vida. Quando os pais foram cuidar de suas próprias vidas, pensadores infantis horizontalizaram a Escola para que seu corpo docente pudesse suportá-la.  E filhos se tornaram jihadistas de um mundo à parte da casa. E, obviamente, o tiro saiu pela culatra. Pais que não se importam com o conteúdo que os filhos absorvem na rua, nas escolas, nos clubes, nos grupos sociais, certamente não amam seus filhos suficientemente. E não deveriam então ter sido pais.

Ser adulto é uma conquista, não uma consequência. Foi assim com vocês, pai e mãe, por que mudar o que não poderia ter mudado, apostando no desconhecido, no inesperado?

A Escola é um organismo único que inicia dentro das paredes da casa e continua dentro do pátio. Educar é um estado de vigilância completa e ferrenha. Quando isso for acertado pelo treinamento, o inesperado, o desconhecido terá que pelear se quiser transformar os filhos em jihadistas de qualquer anomalia social.

Porque amor sem limite é uma doença. “Eu te amo meu filho, eu te amo minha filha, mas o meu amor é exigente, não insano”.

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