O vale-tudo da ética louca

Reparou? Olha nas redes sociais! É impressionante como pessoas usam seus conhecimentos para conduzir tudo ao seu redor para dentro do cérebro delas. O objetivo passa a ser tanger tudo em volta para que todos passem a pensar sob a ótica que se pretende. E para isso, vale tudo!

Vale citar filósofos, doutores, totens, símbolos, deuses, heróis. Vale decorar conceitos, enumerar expressões, multiplicar argumentos, contra-argumentos engavetados há muito, achismos aloprados… E na cara de pau, se sacrifica a honestidade do pensar para prevalecer um pensamento sobre as verdades. Porque as verdades nunca interessaram mesmo. Os efeitos na sociedade, mesmo que sejam fraturas expostas são, espertamente, deformados de maneira que prevaleça, no fim, aquilo que se desejava desde o início.

Eu lastimo ver tantas pessoas, completamente alucinadas pela sua obsessiva e tapada visão dos fenômenos sociais, torpedeando incansavelmente o cotidiano social com bombas de fragmentação recheadas de idiotice, fanatismo, egocentrismo, parasitismo, populismo inverso, estrabismo filosófico, tribalismo, sistematicamente se suicidando para fazer prevalecer a sua forma pré-histórica de ver a realidade.

O conhecimento, em si, significa o mesmo que o “sentimento” para um psicopata: nada! O uso dele de maneira desonesta entrega de bandeja o caráter anômalo do pensante. Ser vazio, nessas horas, é mais decente e inteligente. Quando a ética prevalece sobre o pensamento, mostramos o quanto nossa humildade nos liberta e o quanto a soberba nos oprime e aprisiona.

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