Fim do sindicalismo? Ou início de um outro?

Há uma máxima que explica a evolução humana que diz “O ser humano está no topo da cadeia alimentar não porque é inteligente, mas porque se adapta como ninguém”. Digo isso para justificar a sobrevivência do sindicalismo. Os novos tempos estão chegando e a relação antiga desta entidade também está sendo confrontada. E saudavelmente.

O sindicalismo brasileiro morreu e morreu quase tarde demais. Mas, como a Fênix, das cinzas, tem uma ótima oportunidade de ressuscitar, rejuvenescer, revigorar, deixando pra trás um passado de peleguismo ético-partidário, um lugar onde nunca deveria ter se enfiado. Porque isso determinou a sua falência enquanto instituição, ao mesmo tempo que enriqueceu uma casta que só estava ali para instrumentalizar seu apego ao vil metal.

Como sempre o mundo mudou, a sociedade mudou, como muda sempre, de tempos em tempos, mesmo que alguns insistam em permanecer nas suas amadas áreas de conforto. O sindicato que morreu foi aquele que se perdeu do seu início, da luta pelo seus irmãos, as pessoas que confiaram nele: o trabalhador.

Um sindicato que permanece alimentando com dinheiro Centrais Sindicais não é sério, porque alimenta um monstro que suga tudo à sua volta e não devolve nada para o profissional que paga. E aconteceu o inevitável: quem pagava viu seu defensor voltar sua atenção para assuntos ideológicos e toda a energia voltada para fins podres.

Agora, de olho na roda da engrenagem imparável, há que se despir de roupas falsas, jóias corruptas e projetos políticos pessoais para voltar ao coração do trabalhador e convencê-lo que ele precisa de uma entidade que o represente junto ao seu empregador. Não vai ser fácil, já aviso, porque o trabalhador mudou, está mais vigilante e deixou de ser tolo! A relação de emprego do trabalhador para com seu sindicato ficou mais clara. Sim, o sindicalizado é o empregador do sindicalista.

Sindicato ligado a partido político umbilicalmente não será mais admitido. A energia agora deve ser canalizada para as conquistas da classe operária junto ao empregador. Quem deve cuidar dos deveres e direitos junto ao Estado é o político eleito. Como convencer o trabalhador? Há uma série de possibilidades saltitando por aí. Hora de suar!

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