Poema à Esquerda das moscas

Se não fosse só burro, juro, o pensamento à Esquerda até poderia ser possível de ser engolido, já que se abocanha tanta porcaria nos dias de hoje. Mas ele é muito mais, é um desatino mental, uma bela armadilha, uma romântica trapaça, uma fantasia desnecessária que chuta o traseiro da capacidade humana de forma a limitar a evolução da consciência e proporcionar sociedades dependentes de algo que sempre virá de fora, nunca de dentro. Lamento isso porque a raiz da pobreza não é física, é mental.

A proposta é uma outra forma de ver a vida em sociedade. Chega de dar desculpas e empurrar culpas para o entorno, quando toda a solução está dentro do próprio cérebro. Deus foi espetacular ao escolher somente o ser humano para ter esta faculdade. Ainda bem, ao contrário estaríamos disputando a vida com as moscas! O milagre é interno, a evolução parte, obrigatoriamente, da consciência de se possuir o segredo total, já que a raiz da pobreza não é física, é mental.

Chega de empurrar para o outro, ou para outros, as impossibilidades íntimas autoimpostas! De ser reativo à evolução consciente, de ser capanga, fanático, lunático, estático, companheiro do indefensável, de confundir insanidade com intelectualidade, pois afinal, a raiz da pobreza não é física, é mental.

Todas as soluções estão viajando dentro de nossos cérebros, como fadas luminosas aos trilhões brincando de pega-pega nas sinapses, esperando ansiosamente serem capturadas. Deus já previu todas as nossas buscas, nossos anseios, e nos deu este grande presente intelectual, já sabia ele que a raiz da pobreza não é física, é mental.

Enquanto permanecermos achando que o assistencialismo é a única saída, que um socialismo miraculoso vai nos conduzir aos píncaros da glória, que a culpa de uma impossibilidade pessoal tem a ver com a necessária culpa coletiva, jamais subiremos de nível na escala do conhecimento, o que, novamente, lamento no nível pessoal, já que a raiz da pobreza não é física, é mental.

Compreendo que é muito mais fácil ser dócil, passivo, submisso, ser inimigo do compromisso, sentir asco da disciplina, ser recarregável, mas é pouco, muito pouco diante do que podemos. Se o cérebro em nós trabalha normalmente, a raiz de todas as nossas conquistas ou não, é nossa não dos outros, como o pensamento à Esquerda vive doutrinando. E a Esquerda doutrina assim, não porque ama o ser, mas porque o considera apenas instrumento de algo bem maior, que não seja humano: sua devoção insetívora aos seus totens. Exatamente porque o Esquerda, como ninguém, sabe no geral, que a raiz da pobreza não é física, é mental.

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