Poema de reconstruir a Arte

Ela não é a parte, ele não tem uma lógica incomum, ela não é apenas um, ela não pensa por si, ela provoca o pensar além de si, além do que se vê e se sente. A Arte é diferente sim, mas jamais um tiro despropositado, um projétil que parte enfurecido provocar uma agonia qualquer.
 
Então, o farsante se apropriou dela, assim, atacando suavemente, avançando com tropas particulares munidas de doces olhares estrábicos alugados. Bufões abobados, bêbados de volúpia usaram-na como instrumento das coisas que saiam de si incontrolavelmente, enfurecidamente. E a hipocrisia explodiu dos bastidores, hoje desfila amores e orgias propositadas. A Arte, enfim, morta pelas mãos de filhos alugados.
 
Isso aconteceu! Mas o que morreu matado, não foi eterno, não foi pra sempre. Porque a Arte, como a Fênix, é resiliente, ou seja, tende a voltar à sua forma original. Urge resgatar, afinal, suas entranhas e dar-lhes o sopro da vida, não um sopro que venha do Ego, porque ele já nasce cego de luz, mas o assoprar de uma consciência-resgate, aquela sim que ressuscitava Arte por onde era sussurrada
 
Nesse dia, o “Trenzinho Sem Trilhos” das nossas vidas surgirá ávido, recheado de valores reimplantados, mais fortes que a nossa capacidade de destruir castelos. O belo disso, é que o verbo “viver” retornará ao nosso controle, de onde nunca deveria ter saído. Algo de nós que nunca deveria ter ido.

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