A morte morrida

Em tempos de reclusão forçada, onde o isolamento promove, à revelia da gente, uma profusão de pensamentos, e assistindo canais realmente produtivos, não essa porcaria brasileira, esse lixo que roda aqui em terras onde quem tem um olho cego é rei de todos os outros olhos, o choque de realidade chega a ser um tabefe na face. E fica pior quando se acessa canais de ciência! Aí então a Educação brasileira se desnuda vergonhosamente diante do observador mais atento e corajoso.

Como somos ruins de formar cientistas! Somos especialistas em formar línguas ferinas, dedos ossudos de teclar obviedades, idiotas com doutorado em soberba, tolos com PHDs primários e retorno zero à sociedade. Enquanto isso, outros países dão de laço na gente e ficamos parecendo uma Escola Isolada no interior da ignorância e do paradigma.

E isso se revela como uma fratura exposta quando o teclado domiciliar da Rede Social, em tempos de doce férias do suor, entrega catedráticos, pseudoeducadores, professores, especialistas, mestres que deveriam estar alguns degraus acima da base e…! Mas não! O paradigma está ali, corroendo por dentro as entranhas do mestre, como uma orgia de prazer que lhe arranca os sentidos e o nivela com a formiga operária feliz pelo movimento diário enquanto houver vida. Movimentos sem propósitos evolutivos!

Os anos que perdemos na Educação jamais voltarão! A tão esperada guinada à Esquerda, que pistoleiros de aluguel, companheiros-formigas e líderes esfomeados de poder e glória tanto desejavam, obviamente levou o Brasil para um penhasco. Deixamos a Ciência de lado e fomos nos envolver com o absoluto prazer de vingança de uma elitezinha ‘chinguilingue’ treinada em saliva ácida com sabor de hortelã.

Obviamente, que no meio disso tudo, tivemos mestres brasileiros espetaculares, e só estamos em pé como nação, por causa deste pequeno pelotão de abnegados. Mas eles são de outra geração. O pouco de ciência que aprendemos, foi com eles. Tivemos sorte de tê-los em nossas vidas, porque os mestres dos últimos anos daqui foram apenas contratados para fazerem seu trabalho pelo paradigma e só.

Em pleno século 21 teremos que recomeçar do zero. O tempo que perdemos morrerá com a nossa geração. Porque o tempo, como o homem, não ressuscita, infelizmente. É morte morrida mesmo.

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