Poema do filtro e o paiol

Ele é você na sua mais completa exuberância, plenitude mesmo, porque é o farol da tua atitude mirando tua jornada, o campo magnético que o teu olhar não consegue deixar de mirar. Se permites que te comove é porque o aceita como está.
E é aí que reside o perigo! Quando teu umbigo mental se conforma e se torna concubina dele.

O filtro, já que é você se expondo visceralmente, não pode ter consciência própria e noção perfeita de poder. O poder deverá sempre estar no teu domínio. Escrutínio, meu! Completo domínio! Então, tudo que trafegar pela estrada do filtro estará sob teu comando, ou deveria. Comando de si é o filtro em si sendo domado por ti.

E o que seria teu filtro se não fosse um paiol moral? Moral, esse monte de regras que te construíram assim, desse jeito? Você então é a soma de todos os filtros que habitam teu cérebro. Se teu filtro te permite ser contratado com facilidade, pior, te tornar soldado de “Algo”, passas em verdade a ser o “Algo” com toda a sua procedência.

Mas o pior de tudo, contudo, é que se o teu país se torna refém de um filtro teu, que se torça para que o teu filtro não seja um daqueles que, em vida, já morreu.

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