Poesia de um Sete de Setembro

Meu país tomou vergonha

Minha pátria se encheu de energia renovada

É perceptível, como um vento socando o rosto

Que surgimos do fundo de um profundo poço

Agarrados num balde que sobrou dentro da alma

Retomamos o país das mãos do crime organizado

Aquele que via justificativa na imoralidade

Que via na corrupção uma necessidade

Chutamos porta afora uma jaguarada sem limite

E uma mistura de hienas, chacais e galinhas

Jaz sozinha na Rede Social destilando saliva

Que seca na língua antes de deixar a boca, de tão pouca

A gaiola das loucas geme de dor e lamento

Quando vê um país-fermento nascer dentro de si

Vacinado contra um vírus letal

Que torna o ser humano num feliz débil mental

Reagimos, quase nem consigo acreditar

Que feliz fiquei quando um renovado eleitor

Se transformou num lutador encarniçado

Que pensei aposentado depois de anos de senzala

Levando chicotada de uma elite peçonhenta

Armada de poesia, música e doce veneno

O Brasil se reergueu sereno do chicote romântico

E, na beira do Atlântico, principia uma nova jornada

Quem quis matar o Deus Cristão da vida nacional

Amarga agora a recompensa merecida

Quem cuspiu na bandeira, queimando-a nas ruas

E virou professor, intelectual, formador de opinião

Tem todo o desprezo da própria vida em si

Porque a sabedoria da existência, esta indomável criatura

No fim do dia volta pra casa, depois de caminhar a esmo

E o brasileiro varonil fez as pazes consigo mesmo  

Quem realmente ama, respeita, ou não era amor

Era uma joia sem valor, travestida de hipocrisia

Era tempo roubado, uma mistura de tempo perdido

Era um povo sugando a vida de um país que morria

Era uma mãe moribunda com a cria sugando nada

Era uma infeliz estrada por onde trilhava nossa geração

Era uma população de otários sendo cozida em fervura

Sustentando pelegos ordinários ávidos de fartura  

Enfim, vivemos uma semana da pátria diferente

O país se reescreve e agora sobra o insensato

Aquele que quer de fato consertar tudo em pouco tempo

Que esquece o quanto foi um tolo

E quer tudo de uma vez, como se ele não tivesse existido

O Brasil agora precisa desinfetar o Congresso

E como um trem expresso reconfigurar um Supremo vil

Daí sim teremos no fim do dia, de volta pra casa o Brasil

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