O poder do Narravírus

Narrativa, essa tão incompreendida palavra e que, de fato, é o que nos dirige, nos guia, nos conduz através do viés social, a ponto de nos tornar produto dela. Pois bem, tenho percebido que a grande maioria dos “opinadores” militantes de rede social ainda não entendeu bulhufas de como ela manda na gente. E manda, gente!

Narrativa é aquele conteúdo quase hipnótico que se esconde dentro das frases, das sentenças, da arte, das aulas, das teorias, dos cursos, dos bilhetes, das mensagens, das leis, das reuniões e que estão lá para “comprar” a gente, para nos tornar seu consumidor.

Ela tem algumas características marcantes: disciplina, firmesa, foco, direcionamento, tempo muito tempo à disposição. A narrativa é uma espécie de filtro único, portanto absoluto, por onde passa tudo o que um status quo pretende do indivíduo. Assim fez o Foro de São Paulo durante os anos que permitimo-lo no poder.

Entende como funcionam o esquerda convicto e o esquerda oportunista? Foram tratados por tanto tempo com a lavagem mental estratégica, agindo como esponjas sedentas, que cederam a si com tal entrega a ponto de serem hoje o que são: mecanismo, peças que respondem exatamente ao estímulo da narrativa.

E num novo país, passam vergonha diariamente nas redes sociais, enterram histórias pessoais, envergonham os pais e amigos, se mostrando exatamente como se tornaram: filhotes domésticos de uma narrativa. São bebês que passam mamando às vezes uma vida inteira com medo de se desgrudar de uma “Mãe Narrativa” que confortavelmente alugaram. Respiram por ela, se doem por ela, se prostituem por ela, educam filhos por ela, ensinam por ela, raciocinam apenas por ela, indo exatamente onde a narrativa permite.

A narrativa consegue, em gente mentalmente inferior, deturpar a alma do vivente. Sim, aquilo que só existe na esfera de Deus no homem, a alma, incrivelmente também é afetada pela narrativa. Veja só o poder que esse Narravírus tem! Ele cega, castra, domina, seduz, conduz, manipula, tiraniza, apaixona, vicia.

E me vem à mente a genialidade de Carlos Pecotche (criador da Logosofia) quando diz “A vida humana não pode jamais se circunscrever ao simples fato de existir, porque então seria similar à vida vegetativa dos animais; ela tem uma missão a cumprir, a de superar-se…”.

Como superar-se sem sobreviver primeiro às narrativas? Ser energia ou ser apenas movimento, eis a questão!

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