Poesia do tum-tum

Morrer preso a uma ideia tola

Acabar os dias engasgado em si

Consumir um tempo que não temos, sufocando

Ver a vida se indo enrodilhado numa armadilha

Sorver os últimos goles de vida engasgando-se nela

Rezar a última prece enquanto se desculpa por não ter resistido

Se perder na eternidade e ser pensar a não ser seguido

Sufocar o último suspiro não cabendo nem assistir ao filme da sua vida passar na frente

Ver a espécie passar por ti e vê-la vendo-o morrer preso… E não poder fazer nada porque você mesmo não permitiu

Vê-la vendo partir e partiu escrever histórias

Ver-se ouvindo o próprio coração cessar os batimentos, não como bravura guerreira que teve, mas como lamento, canção de dor de si

Por fim, perder a consciência e virar energia no cosmo-esponja…

Não precisa ser assim! É possível dar dignidade ao próprio fim

Tum-tum, tum-tum, tum, tum, tum… Tum, tu e tu.

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