Aquilo que não abrimos mão nem a pau

Não importa a capacidade de produzir, de criar, de contextualizar, de “amar”, de gerar, de aprender, navegar, insistir, chorar, existir, ensinar, conquistar se tudo isso, se todos esses verbos são oriundos de um conteúdo maligno, equivocado, a soma de sofismas empilhados dentro. Se o ponto de origem é nocivo, qualquer coisa que vier do ponto será danoso à própria vida. Uma vez explodida a bomba, qualquer bomba, resta apenas esperar a onda de choque. Isso é um fato!

E aí entram em cena os tais códigos morais, a famosa ética, aquilo que não abrimos mão nem a pau. E é isso que nos descreve verdadeiramente, não os métodos, já que eles são apenas caminhos, estratégias, mas a origem de onde isso tudo aí veio. Então a importância de tudo se volta a dois conceitos: o Bem e o Mal. Quando isso não está claro, temos aí não a esperada transcendência, mas a falência do homem, enquanto obra de Deus.

Ah! Mas você não acredita em Deus! Está cheio de pessoas que se acham excepcionais, mas não acreditam em Deus, então Bem e Mal assumem a mesma posição e, com o tempo, tanto o Bem quanto o Mal já não existem mais.

É isso que acontece em pleno século 21. Acompanhe o que sai das escolas e universidades, o que sai das famílias, das relações, das agremiações, dos partidos, da arte, da política, das releituras áridas do conhecimento. Acompanhe! Perceba que tudo tem a ver não com os métodos, mas com a origem. É como mexer num pote repleto de lixo e outro de água pura e ficar mexendo e remexendo. Não importa o método, a ferramenta, nem a poesia entoada, muito menos as desculpas, enquanto se mexe, no fim sempre retornaremos ao conteúdo dos dois potes.

Se preocupe com o recheio, não com a cobertura. Se você conseguiu de tal forma esquecer de onde veio e de tudo que te trouxe até aqui, não importa o que vai fazer, porque será sempre efeito colateral de algo incontrolável, de algo que já te domina. Você já não é mais livre! Se você se move pelos meios é porque o início já não existe mais, esquecido que foi, enterrado. Você é outro você, é alguém algemado a algo. O que é lamentável!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: