Poesia do gafanhoto e do beija-flor

Chega a beirar a insanidade mesmo alguns “artistas” se revelarem tão idiotas, tão escravos, tão mercenários, tão óbvios, tão capangas, tão otários diante da análise do fenômeno social, culminando com uma vergonhosa traição ao povo brasileiro, em detrimento a paradigmas tão ferozes quanto desnecessários.

Ver mimimis infantilóides tomando conta da rede social a ponto de artistas encerrarem suas carreiras de maneira tão decadentes, mostra o quanto essa gente se enfiou na sua bolha como quem se protege do furacão num silo enterrado no chão. E essa é a explicação, a “bolha” é a razão cultural de tudo isso.

Hoje, definitivamente o povo brasileiro sabe que não pode contar com o artista nacional, porque a classe, salvo um que outro, se transformou numa tropa de mariners avançando contra um ninho de metralhadora, com a mesma determinação que o miserável se atira contra um prato de comida. É o MST da música, do teatro, do cinema, da literatura, da poesia, reclamando porque o pirulito do irmão menor é mais doce.

Lembra dos problemas da nossa nação? Pois os artistas não estavam na nossa nação, eles nunca viveram no país de todos, eles tinham a sua bolha para isso, tinham seu próprio silo enterrado nos subsolos de casas estonteantes e inoxidáveis. Atores e cantores, principalmente, viam tudo de um palco distante, viam pela tela da TV e do cinema e nunca do meio da assistência. E isso explica as Julianas, os Caetanos, os Gilbertos, os Chicos, as Fernandas, os Felipes, os Abreus, os sanquessugas da Lei Rouanet, as Giseles, as Xuxas, as Renatas, os Paulos, as Anittas, os Emicidas…


A bolha foi a solução esperta que muitos dos nossos “artistas” encontraram para sobreviver à realidade, enquanto o país da dona Maria diarista, do seu José carpinteiro, do professor verdadeiro, da Cristina secretária, do Pedro pedreiro, do Arlindo industriário, do Sebastião motorista de caminhão, do Chico vendedor de flor, do Ernesto jornaleiro, da esturricada Severina sertaneja e tantas e tantos, se espalhasse pelos cantos de uma pátria quase destruída.

Aconteceu com o artista nacional aquilo que acontece com quem vive uma mentira: vive-se num labirinto interminável, num teste de laboratório que não acaba, de quem percorre corredores para sempre acabar no pratinho de comida no canto desejado pelo cientista.

Definitivamente a bolha não é um lugar para se permanecer, porque ela é apenas um abrigo temporário. Mas o artista tupiniquim preferiu construir a sua bolha particular enfim, sim, o seu paraíso na terra, enquanto furacões e tempestades arrasavam tudo fora dela. E, obviamente, quando emergiram suas cabeças famintas, optaram por serem gafanhotos, não beija-flores.

Entenderam, senhores? Isso te explica o peleguismo artístico? O artista que não consegue transcender? Porque a arte nunca esteve neles. A arte é uma linguagem divina e portanto, deveria produzir mentes evoluídas e não eternas e bizarras feridas abertas de dentro pra fora na primeira tragédia em que o estômago esteja a perigo. É isso que agora te digo. Por enquanto.

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