A arte, o artista, a bolha

É lastimável ver a maioria da classe artística nacional repetindo o discursinho vil de um cara que, enquanto presidente, roubou uma nação sem o menor medo de ser feliz. Lula continua encantando o artista brasileiro de uma maneira bem parecida com o pet que ama seu dono acima de tudo e de todos.

Por quê? Você já se perguntou? Onde afinal foi o instante em que a arte se tornou uma sala de aula especializada em doutrinamento ideológico fanático? A resposta está na “Bolha”, um lugar onde o artista se refugiou da realidade e carregou para dentro dela, além de um permissivisto doentio, uma arte contaminada. Não, na “Bolha”, em verdade, nunca existiu arte, lá dentro não havia espaço mais pra ela, havia o indivíduo vivendo um paraíso onde a dor não existia, verdades e mentiras eram apenas refrões vazios. Bastou ao artista brasileiro apenas ver um holofote virado para si.

E quando o artista nacional se acostumou à essa delícia, tudo o que havia fora da “Bolha” inexistiu. Inexistiu uma nação, uma gestão pública, a matemática, conceitos milenares do Bem e Mal, inexistiu um ninho para ser cuidado porque isso tudo não era necessário dentro da “Bolha”.

A tragédia que se avizinhava veio! A realidade dura de um ninho destruído furou a “Bolha” e de lá, ao invés de sair um ser humano melhor, saiu uma turba enlouquecida porque ficou sem o seu hipócrita mundinho de fantasia. “Genocida”, “Estúpido”, “Tirano”, “Capitalista”, “Abaixo à burguesia”, “Cortem-lhe a cabeça”, e muito mais ainda, foi a melodia que saíu da garganta do artista. Tudo porque não consegue mais viver fora da “Bolha”.

Ora, o artista não conseguiu renascer porque dentro da “Bolha” nunca houve arte, ela não estava lá. Havia apenas um ator olhando para uma plateia formada dele mesmo, aplaudindo e jogando purpurina por onde ele ia! A arte que não consegue fazer o artista evoluir como cidadão não é arte, nunca foi.

Você entende agora a razão da grande maioria dos artistas nacionais e vale também para os internacionais, ter uma visão tão esquizofrênica do fenômeno social, tão estúpida da ética? A “Bolha”, o mundinho particular, o cofre de segurança máxima onde o artista se enfiou!

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