Aula de Geopolítica I

Explico bem devagar para entendermos o alcance das opiniões que nós, cidadãos, externamos todos os dias. E também para contrapor as imbecilidades caóticas que saem dos desmiolados. E para isso é preciso que vejamos o Brasil de fora para dentro. Já não estamos discutindo Direita e Esquerda. Nem Conservadorismo e Permissivismo Moral. Essas variantes do pensamento existem, é óbvio, mas não são as mais importantes.

A forças titãs, as verdadeiras forças com as quais estamos lidando são o “Globalismo” e o “Soberanismo”. O primeiro é a terra arrasada, aquilo que sobrou da batalha empatada e que não tem dono. Um território sem lei, onde qualquer um pode o que quiser, sugar o que puder até que não exista nada lá aproveitável. Como pegar uma floresta viva e transformá-la num deserto esturricado. Então os sobreviventes partem para outro lugar, como faziam os nossos ancestrais.

Já o “Soberanismo” é a contracultura. Uma visão onde as fronteiras físicas são claras e defendidas. Dentro delas as pessoas entendem que preservar a sua identidade cultural é tão importante quanto respirar. E tão importante quanto respirar é o culto à espiritualidade e ao seu Deus, porque somos, enquanto seres inteligente e únicos, mariposas que seguem luzes, precisamos da luz senão viramos átomos enlouquecidos.

Ora, se você defende o “Globalismo” é porque o teu país, os teus antepassados, as tuas raízes culturais, a tua identidade moral não significaram e não significam nada, além de uma perda de tempo do próprio tempo. O teu país é apenas uma ferramenta de transição por isso mesmo deve ser dada ao primeiro que aparecer. Todos podem entrar nele, pegar o que quiser, fazer o que quiser, porque você é “Globalista” e isso é o mais importante. É o que te define, é o que o teu caráter permite.

Mas, se você é “Soberanista”, significa que o teu amor pelo teu ninho é inegociável, as regras jamais serão admitidas sem que você permita, os intelectuais não serão mais totens a serem reverenciados fanaticamente, todos eles passarão por provas oportunas e serão criticados e abolidos, se necessário. Os mestres serão fiscalizados por pais atentos, antenados, ligados na tomada. A ciência será privilegiada, não a ideologia e o doutrinamento. As leis acabarão com os corporativismos parasitas porque eles serão crimes!

E, finalmente, você optará: ter Deus no coração ou negá-lo globalisticamente. O certo é que um modelo não consegue absorver o outro. Novamente você será convidado a usar o livre arbítrio e obter ganhos ou perdas. Essa a responsabilidade de ter inteligência. Deus é espetacular.

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