Poesia sobre mim e Deus

Me defino assim: só me entendo existindo porque existe Deus em mim

Fora isso, sou mesmo uma ‘metamorfose ambulante’, um grão de areia

que é levado pelo vento, um graveto sendo atirado pela ventania

indo e vindo, sumindo, aparecendo, mas sem direção

Deus é o que me conecta com tudo, é quem me dá alma e me difere do musgo, da areia, do graveto

É Deus quem me dá identidade humana única e transformadora

Fora isso, sou tão somente um corpo que passa passando, um átomo soberbo e descalibrado, sem passado, presente ou futuro, sou eu apenas vivendo, quando deveria estar existindo

É Deus quem me transfere identidade, fora isso sou um vazio esperando a morte, enquanto vou quicando pelo planeta como um soberbo asteroidezinho árido, que se vê um Sol, através do cosmo.

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