Crônica-poema de um 2021 que some num 2022 que vem

Um ano voltado pra dentro e explico, que não seja um ano novo do outro, mas um ano de si mesmo. Fechamos a porta de mais 365 dias vividos, que, espero, tenham sido de alguém que tenha existido e não apenas seguido.
Pois uma vida que se vive olhando para próprio umbigo é vida que não terá existido, apenas reagido a estímulos externos, como um animal que deixa a toca apenas para sobreviver e voltar a ela no fim do dia. E, no duro, reagir apenas tão somente terá sido enorme tempo perdido na própria ampulheta do tempo, que nos terá assistido como quem observa uma pedra sendo esmerilhada pelo vento imparável, sem se importar.
Então, que 2022 seja o ano em que o ator ou a atriz, você aí, se torne protagonista de uma trajetória e isso significa mudar o rumo da história e se tornar o cajado de si, o pastor de seu próprio caminho. Mas não será sozinho que isso vai acontecer. E aí está um segredo a ser desvendado: você, eu, nós, sempre teremos alguém do nosso lado, o que aumenta a responsabilidade, pois não estamos sós, estamos misturados.
2022, o ano de si mesmo! O ano em que você, eu, nós, teremos existido e não apenas vivido, porque viver tão somente é reagir meramente. Existir, ao contrário, é dar uma missão a uma jornada que, apenas jornada, terá sido uma enorme e infeliz caminhada.
Bora existir, bora resistir, bora demover, bora reconstruir, bora renascer, como um sol teimoso que flameja, apesar de.

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